quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Be black


 Thanks for coming here! Okay, if you don't know speak portuguese, you will need the Google Page Translate to continue your reading. It's because I'm not a english speaker, nor writer, my fluency percent is 30 or less. So thanks for your attention.

   Ser negro não é só ter mais melanina. Não é ser escurinho, apenas. Nem mesmo possuir o cabelo ruim, duro de pentear. Os lábios escuros, com um deles rosado - quase vermelho, como se estivesse usando batom. - Também não é viver num estado de miséria, muitas vezes sem um nada para comer. Num país de guerra, mortes, ou numa favela de uma cidade qualquer.
   Ser negro é ter que suportar um ensino público, por que seu pai não tem condições para um ensino particular. É ter que comer arroz, com feijão e bife quase todos os dias. É ver os amiguinhos da escola te zoando por que você é mais escurinho. É entender que você precisa ficar quieto quando for o único preto da sala, pois se falar você quer se aparecer. E mesmo quieto ainda vão falar algo de você.
   Vista uma roupa nova e cara, de marca. Falarão que você quer esnobar o que não tem. Vista-se com seus trapos, vão te humilhar dizendo para se comportar como gente. Ou ainda terão dó, engraçado não é? Dó de você ser pobre, igual boa parte das pessoas hoje o são, e talvez dirão: ele não tem condições de uma roupa melhor.
   Ser preto é ser barrado por um policial na rua, com o uniforme do seu trabalho. E ser questionado com a arma apontada para o seu rosto, o porque você carregava um molho de chaves na mão àquela hora da madrugada. As chaves da sua casa. Ou fossem as chaves do seu carro. Moto. Engraçado tudo isso.
   Ser preto é ouvir um garoto de dezoito anos dizer que você não faz nada direito, apenas por que tem a pele preta, igual a um asfalto. E depois aguentar uma porção de xingamentos dos mais escrotos. Só porque cometeu um erro. É ter que olhar toda essa situação e ser forte o bastante.
   Forte para entender a diferença entre uma brincadeira de amigo - que te xingou de preto -, e a incumbência desregrada e desrespeitosa de alguém que literalmente está te maltratando por ser quem é. E compreender que, se aquela criança de cinco aninhos está com medo de você e sai chorando porque a mãe ensinou que ela deveria temer os negros, essa mesma criança ainda irá crescer e talvez desenvolver uma cultura livre do preconceito.
   E temos que ser fortes para não ficar de mimimi por aí, fazendo objeção a toda e qualquer palavra dita para nós, que tenha origem racista ou não. As coisas mudam, e as situações são adversas. Às vezes era só mesmo uma zoeira.
   Fortes para buscar ser duas vezes melhor, como me ensinou um rap que ouvi outra vez na casa de um amigo caucasiano - e que parecia ser mais preto do que eu.
   E entender que os estigmas sociais demoram muito tempo para serem superados. E que mesmo que a Isabel tenha assinado a carta no século retrasado, o etnocentrismo continua vivíssimo e intrínseco nalgumas culturas ou em certas pessoas, ainda famílias. E entender que isso não pode ser combatido com ódio, mas com garra. Assim como João Candido fez, e inúmeros outros nomes da história fizeram. Buscando talvez não que o negro fosse melhor do que o branco, mas tivesse direitos iguais.
   Então, você já sabe né: sem essa de tratar o pretinho da sua sala, casa, família, igreja ou qualquer outro lugar, de forma diferente. Ele é humano. Tem uma vida batendo ali. E nego, sem essa de querer se aproveitar das situações e ficar chorando por ser da etnia que é. Não escolhemos a intensidade de melanina que teremos ao nascer, portanto, aceite a sua pele, cuide bem dela e do seu estilo. E seja feliz, cara - ou mina. Busque seus sonhos com todo o afinco possível, da melhor maneira possível. Viva. E isso vale para os preconceitos contra homossexuais, trangêneros e com a própria mulher. E preconceitos que as crianças sofrem também. Pois é, eles existem. Vamos lá, pessoal, vamos construir uma sociedade melhor. Só assim poderemos ser pretos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe um comentário no meu blog, não custará nada. Às vezes, leitor, é bom expressar nossos pensamentos.