sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A biblioteca do saber

      A chama da vela veio para iluminar a sala toda. Era uma salinha apertada, abarrotada de móveis velhos e vultuosos - que iam eretos até o teto. Eram, os móveis velhos e vultuosos, estantes que guardavam consigo livros. Obras inúmeras e de inúmeros nomes, as quais datavam anos tão diversos quanto o eram seus autores. Filosofias, pensamentos, imaginações. Frases, palavras, histórias. Folhas velhas e conservadas através dos anos e que, dada a importância, enchiam cuidadosamente as estantes daquela salinha apertada e não muito grande. O aposento das palavras, dos conhecimentos, da sabedoria. O lugar em que o mais inculto acaba se tornando sábio. Donde flui, como jorra água numa cachoeira, o dom mais magnífico do ser humano: o saber. E naquela salinha, tão preciosa e tão apertada, ficam fechados os livros dos meus pensamentos. Tão velhos e importantes como os vizinhos. Tão importantes e velhos que lá estão para serem lidos, e relidos e uma vez mais lidos. As minhas reflexões, a fonte de todo o meu saber. De tudo aquilo que preciso para escrever. É assim que sinto que são minhas lembranças, minha sabedoria e meu aprendizado: uma apertada biblioteca, abarrotada de livros.

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