quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Entre a vida e a morte

              Nascemos. Crescemos. Reproduzimos. Envelhecemos. Morremos. Seguimos, quer queiramos ou não, a simplicidade do que é viver. No divino despertar de cada dia, no irradiar do Sol que nos ilumina, do vivenciar com as pessoas. Distinguimos diferenças, construimos características que serão nossas por toda a vida. Mudamos, mudamos novamente. E mais uma vez estamos mudando. Transformamos pessoas, conhecemos outras. Gastamos dinheiro, compramos coisas. Damos valor ao material, imaginamos o imaterial. Sonhamos com outras vidas, sonhamos com coisas boas. Sofremos a dura realidade, sangramos com nossa vida. Suamos o sal na terra, deixamos a nossa marca. Pisamos um passo de cada vez, um pé avante ao outro. Um pé adiante do outro, um caminho que seguimos para simplesmente nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer. O ciclo vitalício, o natural. O inquestionável, o inimaginável. O inexplicável por qualquer ser-homem daqui da Terra. Ninguém sabe o que vem depois, talvez nem exista o depois. Apenas seguimos, como todo outro ser vivo segue. Apenas somos, ainda que com nossas próprias características, mas somos. E vivemos. E morremos. O divino despertar de cada vida, o inexorável adormecer de cada um. Estamos, na realidade, entre a vida e a morte. Quer queiramos ou não.

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