quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O quadro

Ah, árvore bonita que brilha que mora no fundo daquele quintal. Será que tu vives ainda, ou pedes para Deus o último golpe, o golpe mortal? Ainda vivendo estando se pondo de pé naquele matagal, pronta pra tudo, pronta pro mundo; querendo da vida o golpe final. Ó, árvore bonita que vive, que passa, que está diante de mim. Posso olhar-te, tocar-te, beijar-te daqui donde estou, linda, divina arte? Quero conversar com seus prantos, e te coroar com os mais belos, lindos, cantos. Sei que como aquela mata, ó árvore bonita, está viva-morta, velha, arrogante e inata. Sei que sente as dores, mas ainda assim te peço, árvore, encha-te de flores. Que só, que dor, que profundo. Sofres tu, árvore, as maiores dores, as dores do mundo. És meu quadro mais divinal, e junto das tintas, acredites, minha árvore, ninguém, ninguém te fará mais mal.

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